sexta-feira, 6 de novembro de 2020

#umgajosofre

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#semchance, crónicas

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#operaçãobikini, desporto

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Dr. Fafe, a minha vida é um caos, é trabalho casa e casa trabalho. Não consigo parar nem um bocadinho a brincar com os meus filhos. Como posso reorganizar os meus dias?

Ó Maria Fernanda,
Mas tu não vês que ‘a vida são dois dias e o Carnaval são três?’
Isto é muito simples. O que é que queres mesmo para ti: ter um emprego e perder a família ou conciliar o emprego e a família?
Por muito que pensemos que é impossível nos dias de hoje, isso são tudo tretas. O emprego tem de ficar limitado a um determinado número de horas. É certo que às vezes temos de fazer mais uma meia horinha para libertar algum trabalho, mas isso é exceção e não pode ser regra.
Lembra-te que os teus filhos só vão ser criança uma vez. Lembra-te que os teus pais não duram sempre. Lembra-te que a comida com aquele gostinho tão bom da tua avó não vai ser mais do que uma recordação no futuro.
O Patrão é chato? Mesmo que seja, ele se tu ficares doente e tiveres de abandonar o trabalho não te vai pagar por isso, pelo contrário, serás substituída com a maior das tranquilidades. Tu és a patroa? Defines uma hora para fechar e pronto!
Não dá? Experimenta e vê se não dá… Habitua-te a ter regras. As tuas próprias regras.
Experimenta fazer isso todos os dias. Jantar com a tua família todos os dias. E, de vez em quando, tenta chegar mais cedo para preparar aquela sobremesa que mais ninguém sabe fazer. Certamente que esse jantar, mesmo que seja uma lata de atum com cebola, vai ser muito mais animado.
Já agora, lembra-te que há vida para lá do jantar. Aquela lingerie sexy também pode ajudar a surpreender o pai dos teus filhos. Afina, quem não gosta de surpresas?

Sejam felizes!

P.S. Não te esqueças de perguntar aos teus filhos como correu o dia. E se eles tiverem trabalhos de casa, senta-te ao lado deles e tenta ajudar como se não houvesse mais nada no mundo. O futuro deles depende das tuas ações no presente.

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Bom dia Dr. Fafe. A minha melhor amiga tem outra amiga e agora não se largam. Ela ia comigo para todo o lado, mas agora parece que só quer saber da outra.

Amiga H.
Eu compreendo que não seja fácil ser trocada. Especialmente para duas mulheres que passaram anos juntas a partilhar as mesmas roupas, a tomar cafés inventados só para dizer mal da vestimenta das feiosas lá do bairro e sobretudo a ir à casa de banho juntas… mas tens de perceber, gaja que é gaja não pode limitar-se a uma só amiga. Gaja que é gaja precisa de estabelecer outras amizades, expandir os seus conhecimentos, nem que seja só para saber mais umas cusquices. É normal.
De qualquer das formas ficam as dicas:
1 – Não leves muito a sério. Estas amizades repentinas são parecidas com a política, hoje são muito amigas e amanhã dizem muito mal umas das outras;
2 – Deixa de fazer birra e junta-te a elas. É verdade que não vai ser fácil entrarem as três na casa de banho, mas podes sempre ficar ao espelho a retocar a maquilhagem e, assim, ficas a par de toda a conversa. Pronto. É claro, o cheiro é uma questão de tempo, primeiro estranha-se e depois entranha-se.

Vai lá. Não faças birra.

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Quando o teu nome é sempre falado e sobretudo em momentos decisivos...

... sabes que és a maior! 
A importância de cada pessoa é relativa. Tu podes marcar pela positiva ou pela negativa, mas se há a necessidade de se referirem a ti... é porque de alguma forma a tua importância é grande. 
Contudo, se andas à frente e te apercebes mais rápido do que os outros do que vai acontecer... e se te desvias só porque nem queres mais saber... aí atingiste o teu auge. Consegues fazer o que muito bem entendes...
É uma maravilha ser livre!

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

CONSULTA DE URGÊNCIA: Dr. Fafe, hoje é sexta e vou sair com as minhas amigas mas não sei o que vestir?

Ó Minha amiga,
Por esta não esperava, mas vamos lá! Ou, pelo menos, tentar…
Não sou muito de dizer como é que as meninas se devem vestir, sou mais do género ‘gosto ou não gosto’. Não me ponho com grandes cenas, mas é verdade que gosto de uma boa apresentação… do tipo, ‘fazer pandã’, se é que me faço entender.
De qualquer das formas, temos de perguntar sempre três coisas:
- Quem sou eu?
- O que pretendo?
- Onde vou?
Sei que não percebeste nada, mas vou tentar ser mais claro:
1 – Quem és tu? Ou seja, se queres manter a tua identidade terás de abrir o teu guarda-roupa, se queres dar um ar teenager poderosa, bem… aí é melhor procurares a tua amiga e pedir-lhe uma roupinha da filha adolescente. Vais parecer ridícula, mas pelo menos conseguiste ser a atenção dos putos de 16 anos que andam a tentar engatar as mais velhas;
2 – O que pretendes? Aquela mulher que se sente poderosa de qualquer maneira ou precisa de utensílios para se proteger? Na verdade, as duas são válidas. Sabemos bem como a produção pode transformar a pessoa, neste caso, faz o que te fizer sentir melhor, não há melhor receita;
3 – Onde vou? Pois, aqui a conversa é outra. Se é uma sexta-feira e à noite, não sendo a véspera de Natal, certamente que não vais à Missa do Galo. Por isso, é mais que evidente que vais acabar a beber uns gins com as malucas das tuas amigas e dançar até às quinhentas. O melhor, mesmo que pegues naquele vestido que deixa qualquer gajo maluco, leva um casaquinho, não vás tu entusiasmar-te demais com a música e acordares numa dessas praias à espera do nascer do sol. Ah, só mais uma coisinha: já que têm sempre umas malas que cabe lá a casa toda, não te esqueças de levar também umas sabrinas. Dançar a noite toda de salto alto não é o melhor para a coluna e os tipos a dada altura já vêm tudo a dobrar, já pouca diferença faz se tens o buço feito ou não (será sempre melhor tratares disso antes).
Agora, despacha-te! Sabes bem quanto tempo vais precisar para resolver isto tudo…

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Dr. Fafe, a minha filha está naquela idade parva… Não aguento mais!

Minha querida, bom dia.
A adolescência é aquela idade que se pudéssemos ultrapassávamos. Há mesmo muitas razões para isso:
- atitudes parvas, só os adolescentes não percebem;
- paixões de morte, que não interessam nem ao menino Jesus;
- problemas sem fim, que não passam de pintelhices mas eles não sabem.
Por isso, aqui fica a receita:
1 - O/A adolescente é parvo? Eh pá, eles não saem aos bichinhos do monte (alguém já foi assim). Ou lhes dás nas trombas todos os dias ou optas por ouvir (mais do que falar) e dás os conselhos no final;
2 – Chateou-se com o/a namorado/a e pensa que era o homem/a mulher da vida dele/a? É natural, é adolescente. Não consegue ver mais do que a distância de uma semana e três dias. No quarto dia já conseguiu lavar a cara, pôr rímel e levar a minissaia na mochila para vestir na casa de banho do liceu (só porque tu não a deixas sair de casa assim – e fazes bem). Essa é roupa de domingo;
3 – Tudo parece um problema? Pois, é verdade. Até podes tentar dizer que isso não tem importância nenhuma, mas não te vai ouvir porque isso tem muita importância para eles e só vai aprender com o passar dos anos. O mais importante é que se alimente bem. Pergunta-lhe como vai a escola. Se o dia correu bem. Cria uma base de confiança e contam-te tudo (bá! Tudo o que podes saber, há coisas que não se contam aos pais), por isso aproveita para lhe dar bons conselhos para quando fizer essas coisas que não te podem contar.
É claro que tudo isto dá-nos uma vontade enorme de lhes dar umas valentes bofetadas para aprenderem, mas essa não é a solução. Quanto mais confusão for criada, mais intensificaremos os problemas. Lembrem-se que já foram adolescentes e, mais ainda, que esta é a idade das verdadeiras definições e decisões da vida.

Há coisas que só são percebidas muitos anos depois. Agora, aguenta porque outros já aguentaram pelas tuas parvoíces.

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Sr. Dr. Fafe, há umas tipas que andam sempre a dizer mal de mim, o que devo fazer?

Cara M.
Falam mal de ti? Eh pá, ainda bem! O pior é se não falassem. Era sinal que já tinhas ido para ‘o jardim das tabuletas’ ou ‘fabricar tijolos’…
Convençam-se de uma coisa: há de aparecer sempre alguém que diga mal de nós. Ou achas-te superior a Jesus Cristo? Ele era o filho de Deus e olha o que lhe fizeram… Achavas que iam sempre dizer que eras a melhor do mundo?
O que deves fazer? Aí a conversa é outra e tens várias soluções:
- Vai-lhe às trombas (e serás pior do que elas);
- Responde na mesma moeda (serás tão ou mais ridícula);
O melhor é mesmo:
- Fazer ouvidos de marcador;
- Continuar a fazer o que te faz bem;

- Aparecer sempre linda e poderosa (até o marido delas vai gostar mais de ti).