terça-feira, 7 de novembro de 2017

Bom dia Dr. Fafe. A minha melhor amiga tem outra amiga e agora não se largam. Ela ia comigo para todo o lado, mas agora parece que só quer saber da outra.

Amiga H.
Eu compreendo que não seja fácil ser trocada. Especialmente para duas mulheres que passaram anos juntas a partilhar as mesmas roupas, a tomar cafés inventados só para dizer mal da vestimenta das feiosas lá do bairro e sobretudo a ir à casa de banho juntas… mas tens de perceber, gaja que é gaja não pode limitar-se a uma só amiga. Gaja que é gaja precisa de estabelecer outras amizades, expandir os seus conhecimentos, nem que seja só para saber mais umas cusquices. É normal.
De qualquer das formas ficam as dicas:
1 – Não leves muito a sério. Estas amizades repentinas são parecidas com a política, hoje são muito amigas e amanhã dizem muito mal umas das outras;
2 – Deixa de fazer birra e junta-te a elas. É verdade que não vai ser fácil entrarem as três na casa de banho, mas podes sempre ficar ao espelho a retocar a maquilhagem e, assim, ficas a par de toda a conversa. Pronto. É claro, o cheiro é uma questão de tempo, primeiro estranha-se e depois entranha-se.

Vai lá. Não faças birra.

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Quando o teu nome é sempre falado e sobretudo em momentos decisivos...

... sabes que és a maior! 
A importância de cada pessoa é relativa. Tu podes marcar pela positiva ou pela negativa, mas se há a necessidade de se referirem a ti... é porque de alguma forma a tua importância é grande. 
Contudo, se andas à frente e te apercebes mais rápido do que os outros do que vai acontecer... e se te desvias só porque nem queres mais saber... aí atingiste o teu auge. Consegues fazer o que muito bem entendes...
É uma maravilha ser livre!

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

CONSULTA DE URGÊNCIA: Dr. Fafe, hoje é sexta e vou sair com as minhas amigas mas não sei o que vestir?

Ó Minha amiga,
Por esta não esperava, mas vamos lá! Ou, pelo menos, tentar…
Não sou muito de dizer como é que as meninas se devem vestir, sou mais do género ‘gosto ou não gosto’. Não me ponho com grandes cenas, mas é verdade que gosto de uma boa apresentação… do tipo, ‘fazer pandã’, se é que me faço entender.
De qualquer das formas, temos de perguntar sempre três coisas:
- Quem sou eu?
- O que pretendo?
- Onde vou?
Sei que não percebeste nada, mas vou tentar ser mais claro:
1 – Quem és tu? Ou seja, se queres manter a tua identidade terás de abrir o teu guarda-roupa, se queres dar um ar teenager poderosa, bem… aí é melhor procurares a tua amiga e pedir-lhe uma roupinha da filha adolescente. Vais parecer ridícula, mas pelo menos conseguiste ser a atenção dos putos de 16 anos que andam a tentar engatar as mais velhas;
2 – O que pretendes? Aquela mulher que se sente poderosa de qualquer maneira ou precisa de utensílios para se proteger? Na verdade, as duas são válidas. Sabemos bem como a produção pode transformar a pessoa, neste caso, faz o que te fizer sentir melhor, não há melhor receita;
3 – Onde vou? Pois, aqui a conversa é outra. Se é uma sexta-feira e à noite, não sendo a véspera de Natal, certamente que não vais à Missa do Galo. Por isso, é mais que evidente que vais acabar a beber uns gins com as malucas das tuas amigas e dançar até às quinhentas. O melhor, mesmo que pegues naquele vestido que deixa qualquer gajo maluco, leva um casaquinho, não vás tu entusiasmar-te demais com a música e acordares numa dessas praias à espera do nascer do sol. Ah, só mais uma coisinha: já que têm sempre umas malas que cabe lá a casa toda, não te esqueças de levar também umas sabrinas. Dançar a noite toda de salto alto não é o melhor para a coluna e os tipos a dada altura já vêm tudo a dobrar, já pouca diferença faz se tens o buço feito ou não (será sempre melhor tratares disso antes).
Agora, despacha-te! Sabes bem quanto tempo vais precisar para resolver isto tudo…

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Dr. Fafe, a minha filha está naquela idade parva… Não aguento mais!

Minha querida, bom dia.
A adolescência é aquela idade que se pudéssemos ultrapassávamos. Há mesmo muitas razões para isso:
- atitudes parvas, só os adolescentes não percebem;
- paixões de morte, que não interessam nem ao menino Jesus;
- problemas sem fim, que não passam de pintelhices mas eles não sabem.
Por isso, aqui fica a receita:
1 - O/A adolescente é parvo? Eh pá, eles não saem aos bichinhos do monte (alguém já foi assim). Ou lhes dás nas trombas todos os dias ou optas por ouvir (mais do que falar) e dás os conselhos no final;
2 – Chateou-se com o/a namorado/a e pensa que era o homem/a mulher da vida dele/a? É natural, é adolescente. Não consegue ver mais do que a distância de uma semana e três dias. No quarto dia já conseguiu lavar a cara, pôr rímel e levar a minissaia na mochila para vestir na casa de banho do liceu (só porque tu não a deixas sair de casa assim – e fazes bem). Essa é roupa de domingo;
3 – Tudo parece um problema? Pois, é verdade. Até podes tentar dizer que isso não tem importância nenhuma, mas não te vai ouvir porque isso tem muita importância para eles e só vai aprender com o passar dos anos. O mais importante é que se alimente bem. Pergunta-lhe como vai a escola. Se o dia correu bem. Cria uma base de confiança e contam-te tudo (bá! Tudo o que podes saber, há coisas que não se contam aos pais), por isso aproveita para lhe dar bons conselhos para quando fizer essas coisas que não te podem contar.
É claro que tudo isto dá-nos uma vontade enorme de lhes dar umas valentes bofetadas para aprenderem, mas essa não é a solução. Quanto mais confusão for criada, mais intensificaremos os problemas. Lembrem-se que já foram adolescentes e, mais ainda, que esta é a idade das verdadeiras definições e decisões da vida.

Há coisas que só são percebidas muitos anos depois. Agora, aguenta porque outros já aguentaram pelas tuas parvoíces.